Translate

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Entrevista com Gabriel Almog, Presidente da Dynacom




CANAL 3: Quando a Dynacom começou a produzir cartuchos para o Atari 2600 ?

GABRIEL ALMOG: Foi em 1981(são mais de 20 anos atras !), precisamente para
atender o Dia Das Crianças e Natal daquele ano.

CANAL 3: Ainda, os jogos da Dynacom tinham todos o nome da empresa na tela.
Como vocês alteravam as incrições ? tinham conhecimento da estrutura de
programação do Atari ?

GABRIEL ALMOG: Pois é...antes da existência da Lei de Informática os
programas em si não gozavam de proteção de direitos autorais,somente as
Marcas comerciais. Estavamos preocupados então em não ter marcas de
terceiros nos nossos cartuchos. Novamente aqui foi necessária a análisedos
programas (chegamos a desenvolver um "descompilador" tupiniquim que
ajudava...)até descobrir a técnica utilizada por cada programador
(diferente!) para gerar a marca de sua empresa na tela. A partir daí a
substituição foi muito fácil. Havia casos onde o programa tinha um comando
de "Check-sum", e qualquer alteração do conteudo dos dados não permitia
rodar o jogo ! Nestes casos ou criavamos um by-pass para este comando, ou
se isto tambem inabilitava o jogo, "desenvolviamos" uma marca cuja dados
(hexa) tinha na soma totalo mesmo "check-sum"...chi - estou revelando
muitos segredos que pouca gente daqui conhece...!

CANAL 3: Conte-nos um pouco sobre o Dynavision 1. Esse console é um dos
preferidos do pessoal !

GABRIEL ALMOG: Olhando para os 20 anos que passaram, este console não
deixahoje muitas saudades...Era feito com placa de circuito impresso de
face única, cheio de "jumpers" (pouco ou nada confiáveis...), mas trazia
algumas "novidades": conectores frontais para os Joysticks, silenciamento
da TV na troca do cartucho, Joysticks "anatômicos" com botão de tiro que
aguentava a pressão sem arreiar, uma maleta (sic.!)....

CANAL 3: Foi o Sr. quem bolou as modificações, em relação ao original, no
Dynavision ? Como por exemplo o silenciamento da TV, o desing totalmente
diferente dos outros "clones" ?

GABRIEL ALMOG: Sim. Vcs devem entender que a "empresa" Dynacom contava na
época somente com 4 pessoas...Eu, meu sócio Jerry (que atuava na área
comercial), um técnico (que montava os protótipos), e uma secretária.Um
ano depois já eramos 80 pessoas !

CANAL 3: Chegamos a ver, notadamente publicado na revista Video News da
época, umDynavision com um design ligeiramente diferente: as tomadas do
joystick ao invés de serem na frente e embaixo era na parte de cima ao lado
das chaves
"game reset" e "game select". Isso foi um protótipo ? chegou a ser lançadoa
publico ?

GABRIEL ALMOG: Era um protótipo - nunca foi lançado.

CANAL 3: A Dynacom nunca considerou a possibilidade de lançar outros
modelos do Atari, como o Atari 5200, o Atari 7800, mais recentemente o
Jaguar, e até os computadores da Atari ? Por que ?

GABRIEL ALMOG
: Não. Porque sempre buscavamos sistema consagrado e aceitos
como um padrão mundial - na época existia a Apple e mais tarde, o PC da
IBM. Na única tentativa de sair deste conceito, chegamos a lançar em 1986
um micro colorido (MX-1600) baseado no TRS Color, mais em função da
disponibilidades dos Chips "Off-the-Shelf" - e quebramos a cara - foioutro
desastre comercial,porem como lição, nos fez migrar para a linha PC/XT e
mais tarde para o AT/386.

CANAL 3: Falando do Odyssey: a Dynacom "ameaçou" (ou nao) lançar o famoso
módulo "the Voice" para o Odyssey. Até propaganda foi feita. O que
aconteceu ? Não foi lançado realmente ? Por que ? Parece-nos que a Dynacom
expôs um protótipo numa edição da UD. Esse protótipo ainda existe? Foi
feito algum acordo com a Philips ? Esse é outro assunto que o pessoal
perguntou muito se o Sr. tiver mais alguma informação e pude nos contar,
ficaremos gratos.

GABRIEL ALMOG: Na verdade foi um interesse da propria Philips, que iria
fornecer o Chip- mas desistimos de lança-loporque achavamos que o preço
seria muito caro e a quantidade não representativa. Não creio que o
protótipo ainda exista...

CANAL 3: voltando ao assunto Atari, a Dynacom lançou um console portátil,
um "must" entre os entusiastas de hoje. Trata-se do Megaboy. Muitas
curiosidades e boatos existem sobre esse console e gostaríamos que o Sr.
nos esclarecesse: Ele foi lançado com uma ênfase educacional, mas numa
época em que o Atari já não era mais "moda". Qual foi a intenção da Dynacom
ao lança-lo ? O cartucho que acompanhava o aparelho, ele foi 100%
desenvolvido pela Dynacom ?








GABRIEL ALMOG: A intenção era de lançar um produto "pseudo" portatil (ainda
precisava da TV...) com enfoque educativo, achando que este mercado era
pouco explorado no Brasil (havia o "Pense Bem" etc.). Sim - o cartucho que
acompanhava foi 100% desenvolvido por nos.

CANAL 3: Existe um boato, ou não, que circula há muito tempo entre os
colecionadores, principalmente estrangeiros (dai pensar se tratar de
boato), que gostariamos que o Sr, finalmente, colocasse um fim: que só
foram fabricadas 500 unidades do Megaboy e nada mais. Isso é verdade ? Ou
não ? eu acredito q isso seja boato pq ja vi alguns megaboys e o numero de
série deles era da ordem de 22.000 pra cima.

GABRIEL ALMOG: A quantidade produzida no Brasil foi muito pequena - cerca
de 5 mil unidades (o numero de serie raramente começa no Zero...). Porem
vendemos o projeto para um fabricante de Hong Kong que chegou a fabricar
cerca de140,000 unidades (exportados principalmente para a França), nos
pagando Royalties enquanto havia margem - isto durou cerca de 2 anos.




CANAL 3: Prosseguindo, depois da febre do Atari começou outra mania, a da
Nintendo. Vários fabricantes lançaram videogames e cartuchos compatíveis;
foi uma "onda" disso, embora em minha opinião não foi tão "frenética"
quanto a do Atari. O que o Sr. acha ?A Dynacom também lançou versões NES do
Dynavision, como o Dynvision 2, o 3 e o 4. Conte-nos um pouco sobre eles.

GABRIEL ALMOG: Para nos a volta ao Video Game, desta vez com o NES foi a
salvação comercial, saindo a tempo da "reserva de mercado", quando o Collor
assumiu e liberou as importações, e o pior -nivelando a Dolar paralelo ao
oficial - esta era a ultima barreira que até então dava vantagens para os
"fabricantes" nacionais de PC (na tutela da Lei de Informatica). O Atari
obviamente implacou porque era o primeiro console que permitia a troca do
jogo. O NES não gerou tanto entusiasmo porque continuava sendo de 8 bits,
embora a apresentação de seus jogos era incomparavelmente melhor - haja
visto que este mesmo console (após sofrer varias plásticas e integrações, é
claro...) continua sendo produzido por nos até hoje (Dynavision Radical etc.)

CANAL 3: Os circuitos dos cartuchos do NES são relativamente complexos,
existem muitos métodos de "bank-switching" dos bancos de memória. Como a
Dynacom desenvolveu isso ? Ainda existe alguma documentação a respeito ?




GABRIEL ALMOG: No caso do NES nunca chegamos a "fabricar" os jogos já que a
partir de 1990 a importação era possível. Compravamosjogos já produzidos
por terceiros que se preocupavam com os detalhes...desculpe decepciona-lo.

CANAL 3
: A Dynacom tinha alguma preferencia pelos "modelos" de cartuchos,
haja visto que existem o "japones" (de 60 pinos) e o americano (de 72
pinos) ? e por que ?Algum comentário/curiosidade/etc sobre essa época do NES ?

GABRIEL ALMOG: Não - como achavamos que no Brasil os 2 tipos seriam
comercializados, dotamos os consoles com ambos os conectores...Nos últimos
anos, como não mais se encontra a venda (ou locação) estes cartuchos,e
tampouco são produzidos aqui, retiramos o conector de 72 pinos para
baratear o console eoferecemos em forma de brinde alguns jogos.






CANAL 3: A Dynacom lançou também o MegaVision, que era um console
compatível com o MegaDrive. Parece-nos que ficou pouco tempo no mercado.
Conte-nos um pouco sobre isso. A Dynacom teve problemas legais com a TecToy?

GABRIEL ALMOG: Sim tivemos problemas - alguns dos consoles (uma parcela
pequena e inexplicável) tinha no Chip controlador de video com dados
gravados com a frase "Licenciado pela Sega" - eram Chips de um fabricante
de engenharia reversa que não se preocupou em retira-los, e que foram
acrescidos alí pela Sega para aparecerem na tela da TV toda vez que era
colocado cartucho desenvolvido por empresa independente NÃO LICENCIADA pela
Sega. Esta prática de gerar uma mensagem falsa, dando a impressão de que o
fabricante do cartucho alega estar "licenciado" (esta licensa não é
necessária), quando na verdade não o é,foi considerada uma prática desleal
e julgada portanto como improcedente nos EUA num julgamento CONTRA a Sega.
Infelizmente no Brasil esta tese não foi sequer "considerada" pelo perito
(e por conseguinte, pelo Juiz do caso), e aíresolvemos interromper a
produção/comercialização deste console preferindo não incorrer emrisco de
gerar volume de venda que poderia ocasionar compensações.

CANAL 3: A Dynacom chegou a lançar algum videogame compatível com o Super
Nintendo ?

GABRIEL ALMOG: Não.

CANAL 3: Conte-nos um pouco sobre como a Dynacom passou a produzir outros
tipos de artefatos, quando o mercado de videogames e micros começou a cair.

GABRIEL ALMOG: Como o game é um produto sazonal, buscavamos alternativas
que não sofrem do mesmo mal...Começou com Iluminação de Emergência e depois
com os Telefones (com e sem fio).

CANAL 3: Como está a empresa nos dias de hoje ? O que a Dynacom fabrica ou
representa ?

GABRIEL ALMOG: Hoje a Dynacom conta com um grupo de empresas coligadas - a
Almma Eletronica da Amazônia produz em Manaus todos os produtos
eletro-eletronicos. Em São Paulo temos a Interplastic que produz
principalmente peças injetadas plástica para a industria automobilística.
Recentemente montamos a Versacom Industrial da Amazônia com o objetivo de
produzir Celulares, inicialmente com tecnologia CDMA (em acordo com a
Hyundai), e posteriormente, GSM.A Holding do Grupo opera sob a razão social
de "Marcap - fomento Mercantil" e fornece para as demais empresas todos os
serviços administrativos/financeiros/contábis/RH/compras e vendas.

CANAL 3: Como o Sr. viu a Reserva de Mercado ? Foi bom ? Foi ruim ? Por que?

GABRIEL ALMOG: Ruim para o Brasil e bom para alguns "fabricantes" que
souberam aproveitar na época. O micro é um *instrumento* de trabalho e de
gerar riquesas -não deveria existir portanto umabarreira ou dificuldade
para sua ampla distribuição e uso. A xenofobia militar de "desenvolver e
preservar a independencia tecnologica" foram a razão da Lei de Informatica.
Nada disto se mostrou eficaz. Na minha humilde opinião - cada país deveria
se concentrar naquilo que tem de melhor, exportanto-o, enquanto importa
aquilo que pode torna lo mais eficiente no primeiro.





CANAL 3: A Dynacom ainda fabrica o Dynavision Radical 4. Ele é um
compatível com NES. Por que Dynacom ainda o fabrica ? Para nós entusiastas
é uma boa notícia, não queremos que parem de fabricá-lo, ao contrário, mas
tecnicamente é um videogame já antigo. Ele vende bem ? O Sr. teria alguma
estatística de quem compra o aparelho ? Mercadologicamente isso é
interessante ?

GABRIEL ALMOG: Por incrível que possa aparecer, este console ainda vende
cerca de 150,000 unidades/ano. Já achamos que ele iria desaparecer há
muitos anos atras, mas esta aí "firme"já faz 12 anos ! A razão é muito
simples - ele é o Video Game mais barato do mercado, e enquanto as crianças
de ontem buscam consoles mais avançados, as novas gerações, embora emfaixa
etária cada vez menor, o compram como seu "primeiro Video Game".

CANAL 3: Dai vem a pergunta, e ao mesmo tempo sugestão, mais pedida: Quala
possibilidade de a Dynacom voltar a fabricar o Dynavison 1 (Atari) e o
Megaboy, cartuchos e até o The Voice ? Em termos de mercado talvez não
fosse tão interessante mas o Sr. pode verificar que o Atari e seus
cartuchos são os preferidos em sites de leilão e de anuncios. Fica a nossa
sugestão para tal, a Dynacom poderia re-lançar eles num esquema "special
edition" ou algo assim por tempo determinado ou
até que o mercado absorvesse a demanda a qual, o Sr. pode acreditar, existe
e não é pequena. A procura pelos jogos e aparelhos antigos está em alta.

GABRIEL ALMOG: Esta possibilidade poderia até ser viável quando a empresa
era de menor tamanho. Infelizmente hoje com sua estrutura cara e
especializada, alocar pessoal de outros projetos para estes não me parece
uma opção. Sorry...

CANAL 3: Agradecemos sua atenção.

GABRIEL ALMOG: Abraços a todos e espero que Vcs mantenham esta chama acesa
por muitos anos !

Fonte: Canal 3.

domingo, 11 de dezembro de 2011

entrevista com o criador do POWERPAK.

Entrevista com Brian Paker Criador do Power Pak Dono do site RetroZone.RetroZone

A entrevista foi traduzida pelo joanilson santos da comunidade nintendo 8 bits.


Brian Parker do RetroZone e o flash cart PowerPak para NES.  

Brian Parker,um mordador de Redwood City,na California gerenciou o Retrozone em tempo integral por três anos.Sua companhia é bem conhecida pela comunidade retrogamer por suas vendas de controles originais para consoles - como NES,Snes e Genesis(Mega Drive) - modificados para trabalhar com portas USB presentes em computadores modernos.Em 2005,eu revisei um de seus controles com USB para o NES e achei excelente(Na verdade,eu ainda o uso regularmente).Mas foi com o flash cart PowerPak para NES em mente que eu entrevistei Brian via email mês passado.

Também um ciclista ávido,Brian me deu uma foto dele andando de bicicleta de corridas competitivamente, a única foto conhecida de sua 
existência.Ok,estou brincando - mas é ele.

Obrigado pela entrevista,Brian. Brian Parker of RetroZone Riding a Bicycle 

Entrevista por email com Brian Parker

Sucesso do RetroZone
VC&G: Por quanto tempo você vem gerenciando o RetroZone?

Brian Parker: 3 anos e meio,comecei em Dezembro de 2003.Muitas vezes eu pensei que o negócio terminaria mas só vem crescendo.

VC&G: ]b]Por que você começou o RetroZone?

BP: Depois de fazer o primeiro controle com USB para NES como presente de natal para um amigo eu achei que outras pessoas iam querer a mesma coisa.

VC&G: Qual foi seu primeiro produto no Retrozone?

BP: O controle original para NES com USB,rapidamente seguido pelo controle USB para SNES.

VC&G: Você conseguiu fazer uma significante quantia em dinheiro com as vendas no RetroZone?

BP: O suficiente para tocar a vida,certamente não tanto quanto eu poderia fazer como engenheiro da computação em uma grande empresa.A falta de um cronograma definido é legal mas o trabalho manual está se tornando extremamente chato.

VC&G: Qual é o produto de maior vendagem até agora?Quantos você vendeu?

BP: Mais de 8000 controles de NES passaram por aqui.Já fizemos muita limpeza de botões!
NES FourScore

O Flash Cart PowerPak para o NES

VC&G: O que te inspirou a criar o flash cart PowerPak para o NES?

BP: O mesmo amigo que queria o controle USB para NES viu minha coleção de games para NES(cerca de 400 cartuchos na época) e queria tudo aquilo em um único cartucho.Eu tinha ouvido de um flash cart para o GameBoy Advance mas não tinha idéia de que a versão de flash cart para NES seria tão dificíl de fazer ou levaria tanto tempo.

VC&G: Você criou o design para o flash cart PowerPak para o NES?
NES PowerPak Flash Cartridge 
BP: Sim.Todo o hardware é feito a partir do design que faço.Talvez algumas daquelas aulas na faculdade me foram úteis!Hardware digital é o que eu gosto de fazer,e eu tenho algumas idéias mais para Hardware para o NES.

VC&G: Quanto tempo vocês trabalharam no PowerPak?

BP: Começamos a trabalhar em Janeiro de 2006.A maior parte do trabalho de arquitetura foi terminada rapidamente,mas fazer o mapeamento e lidar com FAT levou muito tempo.Muito tempo também foi gasto esperando que os primeiros protótipos serem construídos.

VC&G: Quantas horas você acha que foram gastas no desenvolvimento do PowerPak?

BP: Pelo menos 1000 horas apenas de desenvolvimento até agora.Não tive como monitorar o tempo porque o trabalho ainda não era pago.Serão mais de 100 horas no mínimo antes do próximo lote estar pronto.

VC&G: Por que você acha que ninguém desenvolveu flash carts para NES para vendas antes?

BP: Muitas pessoas tentaram,apenas até descobrirem que é dificil,leva muito tempo,e custa muito dinheiro.Cada novo protótipo custa de 300 a 400 dólares e eu fiz pelo menos 4 deles. A idéia é bem simples mas a arquitetura de um cartucho de NES deixa tudo bem mais complexo que em outros sistemas.

VC&G: Em termos técnicos,você poderia descrever como o flash cart PowerPak funciona?

BP: O NES só pode acessar 32HB de código de um game.Games rapidamente se tornam maiores do que os chips "mapeadores de memória" foram criados para transformar bancos de códigos e gráficos.Sistemas como o Atari 2600 também usam mapeadores permutadores de bancos mas o NES tem muitos mapeadores maiores e mais complexos.Há mais de 100 mapeadores,cerca de 30 em games americanos.Cada mapeador deve ser recreado perfeitamente no hardware ou alguns games não funcionarão ou apresentarão glitches.

Cada vez que um game é carregado,o design do mapeador correto é programado de um CF card em um FPGA.Aquele grande e caro chip custa mais que 1/4 do preço de uma placa e é a razão para que outras pessoas tenham sido incapazes de fazer um flash cart para NES.Carregar de um CF card significa que o design do mapeador pode ser atualizado enquanto bugs são encontrados.Mais mapeadores podem também ser implementados.

O resto do código e gráficos de um game é carregado do CF card para a RAM na placa do PowerPak.De lá o game é iniciado e o NES o roda normalmente.

VC&G: Você mencionou no seu site que o flash cart não funcionaria em clones de NES como o Generation NEX.Por que não?

BP: Clones não são suficientemente bons para que o PowerPak funcione.Alguns tem problemas com o tempo,alguns não tem energia suficiente,e sistemas como o Generation NEX são quebrados em design.Todos eles usam chips NOAC(NES em um Chip) ao invés de recriarem o sistema do NES corretamente.É por isso que games como Castlevania III não rodam em alguns.O NEX tem até mesmo uma má fiação no slot para cartucho com uma possível chance de dano se você colocar um game como Gauntlet. Não gosto muito de clones.

VC&G: Por que você escolheu trabalhar com o formato Flash Compact
como mídia de armazenamento para o PowerPak ao invés de um formato mais
popular e menor como o Secure Digital?



BP:Compact Flash é o único cartão paralelo,ao invés de serial como 
SD,NNC,Cartão de Memória,Picture Card,etc.O NES é seletivo, então usar 
cartão serial seria 10 vezes mais lento para carregar games.Ao invés de 5
segundos para carregar,seria mais de 50 segundos.Esse atraso não faria 
tanta diferença no preço.O cartão de memória está totalmente dentro do 
cartucho de NES,então tamanho não importa.

NES PowerPak Flash Cartridge Inside 
VC&G: Quantos games o PowerPak pode reconhecer em um flash
card?Você poderia,por exemplo,colocar todo o acervo do NES em um CF card
e escolher qualquer um para jogar(Desde que os games sejam
compatíveis)?



BP: O maior CF card que alguém já testou foi de 8GB.Isso cabe 4 vezes 
todas as versões conhecidas de todos os games para NES/Famicom!A coleção
de games americanos tem aproximadamente 256MB.Cada game tem em média 
menos de 300HB então até mesmo um cartão de pouca capacidade de 
armazenamento pode algumas centenas de games.


VC&G: Programar a funcionalidade do mapeador em um chip FPGA
parece ter sido algo bem trabalhoso.Quanto tempo você passou
desenvolvendo isso e se você teve alguma ajuda?



BP: Boa parte das mais de 1000 horas foi gasta nisso.Os mapeadores 
simples levam 2 minutos mas eu ainda estou trabalhando nos bugs dos mais
complexos.Grande parte do hardware está bem documentada por pessoas 
como Kevin Horton que fez isso primeiro,mas eu tive que pesquisar em 
fontes de emuladores para ver o que eles estão fazendo.

Compact Flash Card 
VC&G: Você já ouviu algo da Nintendo sobre seu PowerPak?Você
espera ouvir?Alguma preocupação sobre ações legais por parte da
Nintendo?



BP: Eu não espero ouvir nada deles de um jeito ou de outro.Enquanto eles
provavelmente não gostem da idéia,eu não acredito que haja alguma lei 
sendo quebrada.Nunca compartilharei ROMs,e não estou usando nada da 
IP(Propriedade Intelectual) da Nintendo.Todas as patentes e patentes de 
design estão expiradas há um bom tempo,o que faz de alguns dos clones 
legais agora.


VC&G: Algumas pessoas reclamam do alto custo do PowerPak,atualmente $135.Como você responderia essas reclamações?


BP: Eu geralmente ignoro reclamações sobre preços.Tipicamente eles vêm 
de pessoas que não têm idéia do custo real das coisas,ou simplesmente 
não têm interesse. As 1000 horas,se transformadas em preços para 
engenharia típica se tornam mais de $75,000, o protótipo da placa custam
outros $2,000,comprar todo o resto como cases plásticos em grandes 
lotes significa outros $10,000 gastos.Não estou nem incluindo o custo da
placa e o tempo de fabricação.Enquanto eu vou, certamente e 
eventualmente, fazer dinheiro com isso,não é como um produto de $10 que 
estou negociando.Depois do primeiro lote,eu quase fiz metade de um 
salário mínimo durante 1 ano e meio.

Mesmo custando $135,O PowerPak é barato.Outros sistemas como Atarri tem 
flash carts mais simples custando $200(e não,não estou colocando preço a
mais neles).A primeira produção de Flash Carts para Nintendo DS custava
$150 and tiveram menos componentes e menos tempo no design.Eles custam 
bem menos agora porque são feitos as centenas de milhares de unidades e 
não as centenas.

VC&G: O site do RetroZone diz que os flash carts PowerPak estão
"temporariamente fora de estoque".Isso significa que você já vendeu toda
sua produção inicial?Quantas unidades haviam na primeira remessa e
quanto tempo levou para vender tudo?


BP: O primeiro lote de 80 cartuchos vendeu em cerca de 2 dias.Obviamente o "alto custo" não é um problema real!
VC&G: Eu percebi que você está vendendo um RAM cart PowerPak Lite
também,para uso com um sistema CopyNES.Se importa de falar sobre?Foi
mais fácil de produzir que o flash cart?



BP: O  PowerPak Lite é um projeto designado para desenvolvimento muito 
rápido.Foi um produto muito mais fácil de produzir porque ele suporta 
poucos mapeadores.Eu já havia produzido os mapeadores para o 
PowerPak,então o trabalho já estava feito.Kevin Horton já fez a parte 
dificil de criar o sistema CopyNES.


VC&G: Há algo mais que você gostaria de adicionar ou esclarecer sobre os produtos PowerPak que não foi mencionado?


BP: Obrigado por escrever PowerPak corretamente!É incrivel quantas 
pessoas escrevem errado,como Power Pack,Power Flash,FlashPak,etc.É muito
importante para coisas como fonte de buscas.Também insultar quando 
pessoas não conseguem escrever ou falar o nome correto.


Futuros Produtos do Retrozone

VC&G: Há novos produtos RetroZone em planejamento - talvez flash carts para outros sistemas,ou talvez um sistema semelhante ao CopyNES totalmente operacional?

BP: Agora estou me concentrando no NES e tentando conseguir homebrew aí. Eventualmente a arquitetura do meu PowerPak pode chegar a outros sistemas.Primeiro na lista está um cartucho para jogar games FDS em um NES americano,um CopyNES com USB,e alguns de meus games homebrew. Agora estou mais no conserto de bugs e melhorias para o PowerPak.
NES World Championships 1990 Reproduction 
VC&G: Você está vendendo uma reprodução do cartucho de NES World Championship 1990.Você tem planos para mais reproduções no futuro?

BP: Talvez faça mais reproduções,mas elas serão todas completas com manuais e mapas ao invés dos típicos cartuchos reproduzidos.Nunca destruirei velhos cartuchos para fazer reproduzidos agora que há novas peças.

Mais que isso,eu quero produzir titulos homebrew como Sudoku.AtariAge tem uma grande coleção de novos games de Atari mas não quase nenhum para o NES. Felizmente,ferramentas como as placas PowerPak e meu ReproPak ajudarão pessoas no desenvolvimento da parte de hardware. 

FIM.

Agradecimento especial ao joanilson santos por ajuda a traduzir os textos.
RetroZone

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

FAMICASE

Famicase: Artistas criam labels em Cartuchos NES


Qual a melhor tela para sua expressão criativa do que um velho 8-bit NES cartucho? Isso é o que a exposição de arte recente no Japão Famicase tratava.
Famicase NES Cartuchos
Satoshi Sagagami, que dirige retro game shop Meteor Super , organiza o evento anual, que pede mais de 50 designers, ilustradores, autores e criadores de jogos para criar seus jogos imaginários próprios e obras de arte usando carrinhos antigos NES.
Meu favorito pessoal tem que ser a poeira soprando para fora do cartucho de jogo - uma experiência que eu lembro muito bem quando meu console seria freak out.
Famicase NES Mario Blowing em Cartucho
Jogo Adaptador AC parece muito divertido, mas pode representar um perigo de estrangulamento para a uns jovens. Tenho certeza que este foi jogado em pelo menos uma casa lá fora em algum ponto.
Gama outros projetos do entretenimento - como este Roland TB-303 sintetizador jogo inspirado ...
... Para o surreal. Ninguém quer me dizer o que diabos está acontecendo em um presente?
Gatos Famicase NES
.. Ou esta?
Famicase NES Cartridge Estranho
Agricultura insiste em que você começa sua bunda preguiçosa, sair fora e crescer algumas culturas em vez de sentar no sofá jogando o dia todo.
Então talvez eu não teria comprado esse jogo, mas eu definitivamente teria compradoPlaneta Vector , que prevê o que teria acontecido se o NES eo Vectrex tinha um filho ilegítimo. Este é o material que são feitos os sonhos.
MATERIA:NINTENDO 8 BITS.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A ERA DOS CLONES NES.(PARTE 2)

Bom agora vamos falar de mais um clone nes que usa o mesmo sistema de dual system o TOP SYSTEM.
Top System foi um videogame de 8-bit lançado no Brasil pela empresa Milmar em 1994. Trata-se de um dos muitos "clones" do popularNES da Nintendo, que proliferaram no Brasil no início dos anos 90.
Ele é capaz de executar os mesmos jogos do NES com cartuchos em um formato conhecido como 72 pinos, além de executar jogos da versão japonesa do NES, o Famicom, que são no formato 60 pinos. Isso só é possível pois o aparelho possui dois encaixes para os tipos diferentes de cartuchos.
A Milmar lançou cartuchos próprios em formato 72 pinos, na cor preta.
Joystick do console se assemelha ao do videogame japonês PC Engine.
O Top System permaneceu pouco tempo no mercado, pois em 1994, a era 16-bit protagonizada pelo Super Nintendo da Nintendo, e o Mega Drive da Sega, já estava em seu auge, e os 8-bit como o NES e o Master System estavam obsoletos.

Sistema Milmar topo


Este console, e fornece acesso a ambos os tipos de cartuchos, olhar para o que não é, porque seu formato se assemelha tanto a 
Atari 7800 como mais um clone do 2600 Milmar Memory Game Milmar , e gamepads são muito semelhantes aos os da NEC Turbografx .
CPU
 Ricoh 2A03 (não se sabe se usa o chip personalizado NES-on-a-chip )sistema Milmar Top é uma console compatível com NES ( famiclon ) fabricados e distribuídos no Brasilpela Industria e Comercio Ltda Milmar , uma empresa famosa por seus clones de Apple II e consoles.

Técnico

  • Memória ROM 4 KB
  • Memória RAM 2 KB
  • Memória VRAM 2 KB controlada pela Unidade de Processamento de Imagem RP2C07 Ricoh (ou equivalente circut) com uma resolução de 256 x 240 pixels com 24 cores de uma paleta de 52.
  • Som CPU Ricoh 2A03 inclui um PSG com cinco canais:
    • 2 onda quadrada
    • Uma onda triangular
    • Um ruído branco
    • 1 digital PCM
  • Habitação de plástico (metade superior) e cinza (metade inferior), em um plano inclinado lembra doAtari 7800 . apresentado no top aberturas. no terço superior dos dois slots, um cartucho de 72 pinos e um cartucho de 60 pinos, coberta por um controle deslizante cinza só permite o acesso a um dos slots.Botões de energia e Redefinir perto de cada canto do terço inferior. Na frente, dois conectores deJoystick / Gamepad DE-9 compatível NES e um conector DB-15 para a pistola de luz. Na traseira, ligue a fonte de alimentação, RCA A / V e TV modulador (PAL-G) para mudar de canal.
  • Teclado botões de energia e Redefinir na unidade. Cada controlador vem com um D-pad , botões,Select e Iniciar botões e dois conjuntos A e B (a cor preta, o fogo normal, o vermelho com autofuego).
  • Apoio cartuchos de NES ROM compatível com 72 pinos (vendido Milmar consola de jogos nesse formato, mas suporta 60-pin Asian)
  • Input / Output  :
    • Dois conectores DE-9 para o NES gamepad (compatível com Famiclones outros fabricantes)
    • Um conector DB-15 NES gamepad para uso com pistola de luz
    • Monitor de saída A / V ( RCA )
    • TV conector ( UHF PAL-M )
    • Fonte de alimentação externa
A milmar produziu jogos também com seus próprios labels mas não eram legais como os dos outros clones nes o padrão dos cartuchos da milmar era todos 72 pinos tanto no hi-top game quanto no top system ambos serviam um pro outro.
Se a milmar tivesse lançado seu video-game na mesma época que seus concorrentes seria um forte candidato?


  • MilmarTopSystem2.jpg Sistema Milmar Top 2

Archivo:Milmar Top system 07.jpg
Archivo:Milmar Top system 08.jpg


A ERA DOS CLONES NES.

Bom pessoal hoje vamos lembrar da época dos clones feitos no brasil que fizeram muito tanto sucesso alguns e muito pouco.
Vamos começa pelo meu favorito o top game vg 8000,9000 e turbo game produzidos pela CCE.












Na década de 80 o Nintendo/Famicom era um sucesso e aproveitando essa onda a CCE, em 1989, fez o seu clone de NES, o famoso Top Game VG-8000. Esse console, junto ao Phantom System da Gradiente (falarei depois desse) e ao seu sucessor Top Game VG-9000, tem uma importância tremenda para o sucesso da era 8-bits aqui no Brasil, pois foi ele o primeiro clone do NES nas terras brazucas, e claro, era bem mais em conta que o Nintendinho.

Na época a própria CCE vendia os cartuchos, que eram clones dos cartuchos de Famicom, com suas entradas de 60 pinos, mas existia um adaptador para cartuchos de 72 pinos (NES). A CCE lançou inclusive um catalogo com todos os jogos novos que lançava, era uma febre. No entanto ele tinha um certo problema: o controle que tinha um formato anatómico um tanto quanto ruim, que dificultava um pouco as jogatinas com seus amigos jogando para dois para. Com a baixa venda do VG-8000, em 1990 a CCE lançou o Top Game VG-9000.uns dos primeiros a vim com dual system  para cartuchos de 60 pinos e 72 pinos, esse vinha com algumas novidades: novo design, uma pistola e controles novos com formato parecido com o do NES, quadrado que também não era bom dificultando a jogabilidade do jogador fora isso os controle não tinham uma  boa resistência e logo depois de um certo tempo quebravam.para resolve esse problema o jeito era compra os controles da marca PRO-3 (parecidos com phantom system e mega drive) que eram adequados para os consoles do sistema NES.
Pensando em alarga de vez as suas vendas, em 1991 a CCE lança o Turbo Game, que tinha com slogan "dupla entrada de cartuchos". O TG, também chamado de Top Game VG-9000T, vinha com entradas para cartuchos de 60 e 72 pinos e tinha os controles que lembravam muito os do recém lançado Mega Drive e também a pistola laser que era vendido separado nessa época apenas algumas pessoas compravam esse item separado por isso que hoje em dia e difícil você encontra alguém vendendo ele “completo” mesmo assim Foi um sucesso de venda.Todas as versões vinham com 2 controles, um cartucho, cabo AV e um transformado.

Alem desses maravilhosos vídeo games a CCE lançou também um catalogo com vários cartuchos versão 60 pinos (padrão japonês) repetindo o mesmo processo que fez com a atari alguns anos atrás.criando seus próprios labels produção própria (capa de jogos) alguns bonitos que chamavam atenção outros que não tinha nada ver com o jogo por exemplo:rockman 2.

A qualidade dos jogos da CCE eram muito boa. Fora que alem dos jogos  cada jogo vinha com uma revistinha contando informações sobre cada jogo que vinha.ate hoje existem cartuchos da CCE sendo vendidos em alguns a preços bons e caros.

Eu mesmo já tive algumas dessas relíquias em minhas mãos. Me lembro de um fato bastante curioso naquela época alguns topgame vinham com o cartucho supermario 1 outros vinham com tegir heli será que era sorte ou simplesmente os primeiros lotes do topgame vg-9000 vinham assim?

Só  perguntando pra CCE mesmo RS.

Quando eu comecei a entra no universo NES ganhei um topgame e o jogo que vem acompanhado nele foi o Tiger heli fiquei meio desapontado por não ser o super mario não que o Tiger heli seja um jogo ruim pelo contrario e um ótimo game mais eu gosto mais de jogos de aventura rs .

Espero que CCE relance seu top game em comemoração dos 21 anos.muitos colecionadores inclusive eu comprariam de novo esse vídeo game que fez bastante sucesso nos anos 90.

Ficha técnica do vídeo game:

O Aparelho funciona com duas voltagens de 110 e 220 volts com uma fonte interna embutido nele.

Sistema de cor em PAL-M.

Sistema dual system para cartuchos nos padrões americanos 72 pinos e japonês 60 pinos.

Vem com cabo paralelo para ligar nas televisões que usavam ou ainda usam o sistema VHF.

Duas entradas na parte traseira de audio e video podendo ligar tanto na televisão quanto no video-cassete que tinha esse sistema AV.

Uma pistola laser sendo que vendida separadamente.

Dois controles com design quadrado.

1 jogo incluído.

 





























Agora até este na caixa original incialmente vendida para o VG-8000 que consegui a pouco tempo...







Agora uma panorâmica geral dos jogos...